Diretor de Criação do Prêmio do Humor, Marcos Guimarães destaca pioneirismo e legado visual da festa

Prêmio chegará à 9ª edição em 2026, com temática da commedia dell’arte, e se consolidando com a maior festa da comédia brasileira

Marcos Guimarães

Foto: Moises Pazianotto

Indo para a sua 9ª edição em 2026 - que acontecerá dia 16 de março, no Teatro TotalEnergies, no Rio; e dia 30 de março, no BTG Pactual Hall, em São Paulo - o Prêmio do Humor, idealizado por Fábio Porchat, chega a um marco simbólico também para o seu diretor de criação, Marcos Guimarães, responsável pelo universo visual da premiação ao longo dos anos. Marcos destaca o pioneirismo e a legitimidade da iniciativa, que já soma 400 indicados (até 2026), 75 premiados (até 2025) e 16 homenageados (até 2026), como um dos principais fatores que garantiram a sua permanência.

Para o premiado designer, o prêmio que, este ano, vai homenagear Fafy Siqueira em São Paulo e Marco Nanini no Rio, nasceu de uma lacuna histórica no reconhecimento institucional da comédia brasileira. Chico Anysio, Renato Aragão e Agildo Ribeiro, por exemplo, não haviam ganhado reconhecimentos oficiais até que foram agraciados pelo Prêmio do Humor. Entre as histórias mais afetivas está a entrega do primeiro troféu de homenagem a Lúcio Mauro, em 2017, feita em sua casa por Fábio Porchat, durante a recuperação de saúde do artista.

“Artistas consagrados do humor, embora amplamente populares, muitas vezes não recebiam premiações por seu ofício, enquanto os prêmios de teatro tendiam a privilegiar montagens dramáticas. Ao mesmo tempo, os espetáculos de comédia movimentam demais a economia e geram muitos empregos diretos e indiretos”, afirma ele, que além do Prêmio, também é produtor e parceiro de trabalho de criação de grandes nomes do humor, como Nany People, Bruno Motta e o próprio Porchat.

Marcos Guimarães

Foto: Moises Pazianotto

Com uma temática diferente a cada ano, em 2026, Marcos Guimarães quis trazer como tema da edição a commedia dell’arte.

“Primeiro, porque a origem do teatro como a gente conhece hoje, veio da Commedia Dellarte. Shakespeare, Martins Pena, além de tudo o que se vê hoje nos estereótipos do carnaval (pierrô, arlequim, colombina) vieram desse lugar. Foi a commedia dell'arte que estabeleceu os alicerces para a comédia atual”, diz o diretor de criação.

Bastidores criativos e desafios de uma cerimônia curta

No processo criativo, Marcos destaca um diferencial da premiação: a duração enxuta da cerimônia. “A cerimônia é muito curta, dura no máximo entre uma hora e uma hora e 15 e esse formato exige escolhas criativas mais precisas para condensar conceito, narrativa e impacto visual em pouco tempo”, comenta.

Segundo ele, nas primeiras edições, o tempo de montagem e o amadurecimento da operação trouxeram desafios importantes. “Isso gerou alguns perrengues que tivemos que solucionar muitas vezes faltando minutos para o evento acontecer”, relembra. Hoje, com a experiência acumulada, a equipe consegue antecipar soluções, mesmo com mudanças frequentes de espaço. “Depois de quase dez anos, nós absorvemos um conhecimento muito grande sobre o que funciona e o que não funciona”.

Sobre Marcos Guimarães

Marcos Guimarães

Foto: Moises Pazianotto

Designer premiado, Marcos Guimarães é fundador e diretor de criação da Designorama, boutique de estratégia de marca e concepção visual. Iniciou sua trajetória de forma autodidata em 1994, em uma agência no interior de Minas Gerais, e consolidou uma carreira que transita entre entretenimento, teatro e projetos corporativos. Sua formação inclui especialização em branding (ESPM/RS), estudos em design gráfico (CECOTEG/MG) e experiência internacional na Austrália.

Seu trabalho na economia criativa, transita pelo entretenimento e teatro, com projetos e colaborações envolvendo personalidades como Fábio Porchat, Nany People e Bruno Motta, além de projetos corporativos para grandes marcas, com entregas que vão de branding e key visual a sistemas de identidade, packaging, sinalização, ambientação e naming. Também é fundador da MG8 Cultural e idealizador do movimento “Em Desconstrução”.

O seu trabalho, defende um princípio simples: método é parte da estética; clareza de escopo, etapas de aprovação e organização de entrega para sustentar a linguagem quando o ritmo acelera. No universo corporativo, já trabalhou com marcas como Roche, Vigor, PepsiCo, Day Brasil, CCLA e Sensibility.

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